A Bahia é mesmo a terra das cores e da magia. O baiano é sorridente, alto
astral e, sobretudo, festeiro. O clima de
praia, a maresia, a brisa fresca e a religiosidade do povo contribui para a
celebração coletiva.
A cultura afro-baiana, o tempero peculiar, os ritmos com as batucadas
que contagiam, as cores dos acessórios e bijuterias extravagantes tornam a
Bahia um destino diferente de qualquer outro no país.
Fortemente influenciada pelo
candomblé e pelo sincretismo, não é necessário ir a um terreiro, participar dos
rituais ou cultuar os orixás para viver essa experiência. O sincretismo está
nas ruas, em festas e celebrações abertas a quem quiser participar, o que torna
tudo ainda mais legal. Pretos, brancos e amarelos; brasileiros ou estrangeiros;
católicos, umbandistas, evangélicos; a diversidade, todo mundo junto curtindo a
mesma experiência.
As “Festas de Largo”, como são conhecidas as festas populares de rua,
acontecem durante todo o verão. O carnaval é a apoteose dessa temporada.
A celebração que abre o verão é a de Santa Bárbara, dia 4 de dezembro,
com uma procissão que sai da igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no
Pelourinho, onde a maioria veste
vermelho em homenagem a Iansã.
Em seguida, dia 8, a festa em frente à igreja da Nossa Senhora da
Conceição da Praia, ao lado do elevador Lacerda, reúne multidões que seguem em
procissão Cidade Baixa e Centro Histórico
de Salvador celebrando Nossa Senhora da Conceição (Oxum).
Na segunda quinta-feira de janeiro, é a vez da lavagem das escadarias Bonfim.
A Cidade Baixa também é tomada em um cortejo que percorre o trajeto de 8
quilômetros entre a Conceição da Praia e a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim.
Hoje é dia de Iemanjá e a festa mais popular acontece no Rio Vermelho,
em Salvador. O ritual consiste em deixar um presente à Orixá que será levado a
alto mar pelos pescadores. A festa começa ainda de madrugada e acontece o dia
todo encerrando com shows de artistas baianos renomados. Este ano, Carlinhos
Brown e sua Orquestra Sustentável animam a turma a partir das 14h30. Ah, dizem
que comer uma feijoada depois de fazer a oferenda traz boa sorte.
Mas se
você é avesso a multidões e quer conhecer os Orixás mais de perto, vale um
passeio pelo Dique do Tororó. Lá, no Largo dos Orixás, estão, dentro d’água, Iansã (deusa da guerra e das tempestades), Nanã (a mais
velha das Orixás), Ogum (deus do ferro e da guerra), Oxalá (o pai de todos os
Orixás), Xangô (deus dos raios e trovões), Iemanjá (deusa do mar e mãe dos
Orixás), Oxum (deus dos rios, lagos e fontes) e Oxossi (deus das matas e da
caça). Os amantes de futebol ainda podem dar uma esticadinha até a arena Fonte
Nova, que fica ali, bem pertinho. 




